sábado, 21 de novembro de 2009

Meme musical

1- Créditos de Abertura:
Vamos fazer um filme - Legião Urbana (Que lindz! Nossa, essa música é muito bonita e fica muito legal. "O sistema é maus, mas minha turma é legal... viver é foda, morrer é difícil. Te ver é uma necessidade... vamos fazer um filme?" - tem muito a ver. ♥)
2- Ao acordar:
Stand By Me - Oasis (Ahn. Não tenho uma opinião sobre isso. Rs.)
3- Primeiro dia de aula:
1 2 3 4 - Plain White T's (Eu devo amar muito a escola mesmo.)
4- Infância:
Everyday Combat - Lostprophets (É, a minha infância foi um combate diário mesmo. E eu nem posso pensar que estou salva, porque ainda não acabou...)
5- Ao se apaixonar:
She Had The World - Panic at the Disco (Minha sina é amar e não ser amada de volta? Mas eu ainda sou um amor. Apesar de, provavelmente, apaixonar-me por um cara muito... Bem, analisando: ele gosta de mim, mesmo, mas não do jeito que eu gostaria. "I don't love you, I'm just passing the time. You could love me if I knew how to lie", ao mesmo tempo em que acha que "that girl has so much love". Que triste.)
6- Música de Batalha:
Ibiza, New York, Miami - Não-sei-de-quem (HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH)
7- Fim de namoro:
Fix You - The Offspring (MINHA NOSSA! Muito certo. Meus relacionamentos estão mesmo fadados ao fracasso.)
8- Colegial:
Toxic - Britney Spears (Ou eu vou usar coisas tóxicas ou eu vou ser tentada por um cara sensualíssimo que é o mesmo que vai partir meu coração e pans... Tá tudo interligado.)
9- Formatura:
Read My Mind - The Killers (Que... legal? É uma música que fala sobre um monte de coisas. Sei lá, provavelmente eu vou passar por um bocado de coisas.)
10- Faculdade:
Hanging By a Moment - Lifehouse (Eu vou ter um amor na faculdade. É a única coisas que pode ser - "I'm falling even more in love with you...")
11- Vida:
I Gotta Feeling - Black Eyed Peas (MINHA VIDA VAI SER UMA FESTA, HELL YEAH!)
12- Depressão:
I'm yours - The Script (Sangue de Jesus. Eu só vou sofrer por amor nessa vida? E vai ser por causa de uma pessoa que eu gosto muito... Ou então, eu terei essa pessoa que vai me apoiar quando meu melhor amigo morrer. Sei lá. É tudo triste.)
13- Na estrada:
12 days of Christmas - Relient K (Eu sou animada na estrada. \Õ/)
14- Flashback:
O teatro dos vampiros - Legião Urbana (Que... bonito. Consigo imaginar direitinho um flashback com essa música. Mesmo.)
15- Reatando namoro:
Codinome Beija-Flor - Cazuza (Okay, reatação de namoro = FAIL)
16- Casamento:
Womanizer - Britney Spears (EU AINDA VOU CASAR COM UM MULHERENGO? De duas uma: ou eu vou "consertá-lo" e vamos ser felizes e talz ou eu vou ser corna. Legaaaal.)
17- Nascimento do filho:
Everything - Lifehouse (Own. ♥ Meu filhinho será tudo para mim. Que fofo.)
18- Batalha Final:
Vienna - Billy Joel (QUE LINDO. Sério mesmo. A música é linda e eu queria saber piano só por causa dela. Nossa, caiu como uma luva. Amei mesmo. ♥)
19- Cena de morte:
Amor, meu grande amor - Barão Vermelho (Depois de sofrer tudo isso, é claro que eu tinha que morrer por amor...)
20- Música do Funeral:
Elephant Gun - Beirut (Gostei. Sei lá, essa música é amor e combina com funeral, por alguma razão do além (hahaha, trocadilho) e panz. Gostei.)
21- Créditos Finais:
You're gonna go far, kid - The Offspring (UUUUUUUUUUUH!)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Nada

O cheiro dos cabelos daquela garota. A textura das costas daquele cara. Sangue de Jesus, quanto se ganha e se vive por coisas tão importantes! Quanta eletricidade excitante percorre a sua cabeça somente na imaginação, naquela coisa extaseante que nos dá esperança. Como é bom sentir criaturinhas fofinhas&mágicas&florestais no seu interior, mesmo que depois elas descansem em paz por um tempo...

Quanto não se espera de quem amamos! Pois se os amamos, amamos simplesmente, sem precisar de cobranças. Sem precisar de nada a não ser do nosso amor, pois o nosso amor nos sustenta! Mesmo que ninguém diga que te ama, tu ainda amarás aos outros. E a ti mesmo.

Quando sentimos um corpo quente abraçado ao nosso, naquela valsa específica da pulsação. Quando rimos ao sentir cheiro de shampoo nos cabelos dos outros. Quando simplesmente queremos não dormir - queremos observar o outro dormir, embrenhando a mão em seus cabelos. Ter a honra de velar o sono de alguém. Quando vivemos um pequeno instante inesquecível em que as lágrimas são desnecessárias - tudo fica impresso no silêncio.

Dar bombons a sua melhor amiga, dançar com todos os seus amigos, cantar, pular, voar, brilhar. Tudo isso é amor. É tão absolutamente intenso e abstrato que simplesmente fica registrado na sua cabeça por uns instantes e é armazenado pelo seu cérebro... Tudo isso é amor. Até mesmo aquele sofrer que você dramatiza, mas que gosta. A única con

Amor é o movimento da vida, é a causa do movimento, e o efeito do movimento. Amor é o equilíbrio. Amor é o fogo, a água, o fluido. O amor é. O amor é. Fisicamente impossível. Não há química no amor. A biologia do amor é o sexo. Com palavras não se diz. Com números não se quantifica. Não está em nenhum lugar, em nenhum tempo.

A única conclusão que eu chego é que o amor é tão impossivelmente surreal que ele existe. Existe, existe, existe. Completamente. Porque cada momento da sua vida é amor. Até seu ódio é amor. Tudo é amor.

E agora eu vou encher uns doces com LSD e tentar ser feliz.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Imagine

que você é sonhadora e idiota e cria um cara perfeito na sua cabeça. Você nunca formula uma imagem física dele - às vezes, ele usa óculos, outras não. Às vezes, tem cabelo escuro, outras, claro. Varia muito -, mas você sabe umas características bem específicas. Ou melhor, a junção de vários gostos seus: toca piano, é fanático por música, tem um papo legal, gosta de boa literatura e coisa e tal. Você poderia chamá-lo para sempre de Cara Perfeito, mas você quis dar um nome para ele, então você deu um nome que está presente numa música de Legião Urbana. Desde então, sempre que precisava usar um personagem original, usava com esse nome. Era o seu Cara Perfeito, só de brincadeirinha de menina.

Agora imagine que surge um cara que tem defeitos e tudo o mais, mas que toca um pouco de piano, ama muuuuuuuuuito música, tem um papoi super legal e gosta relativamente de boa literatura, principalmente Machado de Assis. Surpreendente, não?

Agora imagine que ele tem o nome do personagem que você criou.

Pois é.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Lucas Cordeiro Herculano

Pra você, é um nome. Coloque no Google e você achará medalhas em OBQs, OBFs, OBMs e coisas de pessoas inteligentes. E uma review minha no FF.

Para mim, é uma vida inteira.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Não voe perto do sol se tens asas de cera

Vejo-o voar. Escapando daquela prisão terrível - sempre torci pela sua saída. E o vejo, voando junto de seu pai. Os dois com aquelas asas fabricadas na prisão. Os dois tentando escapar. Os dois conseguindo. Mas... ele tinha que ser tão ambicioso! Querer chegar perto do Astro-Rei... Hélio nunca gosta que se aproximem dele dessa forma. "Cuidado, Ícaro! Não chegue tão perto do sol!" o pai brada, mas o menino, imperfeito e arrogante, não escuta. Eu já sei o que vai acontecer - e vou mentir se falar que não gosto, porque eu o desejo mais do que qualquer coisa. Abro meus braços e espero. A cera derrete e ele cai, e eu o aparo e o acolho dentro de mim. Quis ir tão alto, meu amado... mas acabou caindo em minha imensidão negra.

Por alguma razão,

eu me lembrei agora de quando fui para o Rio Grande do Sul - especificamente, quando fui para Porto Alegre. Lá, havia dois recepcionistas: Rafael, que só tinha vinte e dois anos, cara de bebê, cabelo loiro e lindo, meio longuinho, descendo pelo pescoço e grandes olhos azuis-clarissímos. Sorria sempre, um sorriso puro, de anjo. Um sorriso sempre simpático, um sorriso que você deseja sempre para si. E ele sempre falava com calma e demonstrando atenção com o que você falava, ria das coisas que você ria, interessava-se pelo que você estava lendo. Não se preocupava em perder tempo conversando com um bando de cearenses que achavam aquele frio todo uma graça. E tinha o Adriano, que não sei a idade, mas devia ser entre 25 e 30. O cabelo era preto e arrepiado, tinha olhos escuros. Cara e jeito de homem, era cheio de ironia, sorria malicioso ou brincalhão, pegava na sua cintura perguntando se você precisava de ajuda, quando te via com um copo de vinho descendo meio cambaleante a escada. E ria quando você dizia "sou menor de idade!", e murmurava um "sei..." sarcástico antes de voltar para o trabalho. Interessava-se pelas suas histórias de lugares quentes e comentava que às vezes lá era quente - recebendo, claro, risadas dos nordestinos. Os dois só usavam ternos e trabalhavam no período da noite, que era minha hora preferida de lá, porque eu podia ficar com eles. Jantavam com a gente, divertindo-se. Por alguma razão, acho que nunca vou me esquecer deles. E espero que role o mesmo do outro lado.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Texto simbolista para a aula de Literatura

O calor do sol banha minha alma. Todos aqueles tons - um milhão de cores enchendo minha vista. Rosa, vermelho, laranja, azul e calor... Calor formigando em meus dedos. Como uma bola de fogo pouco a pouco sendo apagada, vai sumindo por trás da escuridão do mar o que me aquece e me dá vida. Parece que, num único momento sublime, minha alma se desprende do corpo e toda a luz me toca. É só luz; vermelha como o sangue que pulsa no meu coração. Vermelha como o fogo; labaredas que lambem meus pés. O mar não é mais escuro, é vermelho, rosa e laranja. É calor. Meus dedos tocam as ondas. Ondas quentes. E elas vão recuando, afastando-se de mim. Os olhos mais uma vez se focam; e está tudo escuro e frio. Um suspiro satisfeito escapa dos meus lábios - outra obra divina acabo de assistir.