terça-feira, 4 de outubro de 2011

God save the Queen

Pra te dizer parabéns. Pra te dizer que eu te amo. Pra te dizer que puta que pariu, já faz três anos que eu te conheço, e eu sei que três anos podem não ser nada, ainda mais porque te conhecer mesmo, de conversar contigo, só é um ano e um pouquinho. Mas é isso aí. Meu amor por ti só fez aumentar e aumentar e virar uma bolinha gigante e grudenta de amor. E eu deveria pensar em metáforas melhores, eu sei, eu sei. Você é linda, minha rainha, e merece toda a felicidade do mundo, mas não sou eu quem vai ficar mentindo e dizendo que tudo é felicidade. Tá foda, cara, tá foda, mas o que importa é que depois vai acontecer algo bom (e algo ruim e algo bom e algo ruim e algo bom num ciclo infinito), mas... é? Hã? Ah, tá, o que realmente importa é que sempre vai ter gente perto de ti, entende, do teu lado, o teu rei e os teus súditos fieis, e as tuas rainhas de vassalagem ou seja lá como a gente diz isso, mas tu é a Grande Rainha, só que sem essas paranoias da Gwenhwyfar porque, por favor né. Ah, tá bom. Eu deveria ter escrito algo profundo e poético aqui, fico pensando, mas depois... nah. Não. Tu já é uma pessoa muito profunda e poética - saída de um conto do Machado de Assis, não é mesmo? - e não ia ser verdadeiro se não fosse essa enxurrada de pensamentos aleatórios, parecendo uma fitinha de cetim vermelha, que eu vou enrolando e enrolando e acidentalmente dando um nó. O nó, nesse caso, seria um eu te amo sincero, ou um eu desejo tudo de bom, ou um tá na hora de publicar a sua lira rerere, ou um muitas felicidades muitos anos de vida êêê. É isso aí. Viva bem muito, mas bem muito mesmo, apesar de o mundo não merecer pessoas como você. Felicidades, felicidades, rainha, um dia eu vou comemora esse dia contigo. Prometo.

sábado, 1 de outubro de 2011

Música da Kate Bush

Como se a gente precisasse da imagem completa pra saber essa fala.

Ah, que vontade de reler você, só pra sentir as mesmas coisas de novo. E de novo e de novo.

Dá cá um abraço, Catherine



Toca aqui, Heathcliff



quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Daquela vez em que eu sonhei com o Renato Russo

A parte mais engraçada é que domingo, quando tudo aquilo acontecia, estava tocando Metal Contra as Nuvens. E enquanto eu escrevia coisas que, normalmente, nunca pensaria em escrever, o Renato Russo cantava "não aprendi a me render, que caia o inimigo então". Assim que eu fechei tudo, menos o windows media player, eu percebi isso e... não deixei chegar até o IV. Vocês sabem, vocês sabem, a repetição da eterna verdade da vida, de que nossa história não estará pelo avesso assim. Porque bem, teve aquela vez que eu sonhei com o Renato Russo. A gente tava no auditório do Centro de Convenções, estava vazio e nós dois estávamos sentados um do lado do outro e ele começou a cantar O Teatro dos Vampiros.

Olha, de novo. "Não aprendi a me render, que caia o inimigo então."

Então que nenhum dia eu estou conseguindo ir dormir bem, mas esses detalhes são desnecessários. Só importa que ontem, mais ou menos onze e meia da noite, enquanto eu mordia meus punhos pra não soluçar, a voz do Renato Russo começou a cantar na minha cabeça que "tudo passa, tudo passará."

E eu me obriguei a parar de morder minhas mãos e repetir, infinitamente, "vai ficar tudo bem", mesmo com a voz trêmula de uma pessoa chorosa que não acredita nisso. E é isso. Vai ficar tudo bem, assim como outro dia vai tudo piorar, e depois vai ficar tudo bem de novo, como falou sabiamente a Júlia.

Dessa vez, eu deixei a música tocar até o final.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

respira profundamente enquanto encosta as costas na parede

escorrega até o chão dramaticamente como se estivesse num filme, abraça os joelhos e apoia o queixo no tecido grosso das calças jeans, morde o lábio inferior e pensa que seria melhor se pudesse morder até sangrar, queria ter esse tipo de coragem, de se machucar assim, mas não tem, então simplesmente finca as unhas na pele do braço, até ficar bem vermelho, demora um pouco porque ele sempre gosta de roer as unhas, ou melhor, ele não gosta, quando ele vê, ele já está roendo. fecha os olhos e respira profundamente, uma, duas, três vezes e repetidamente, fecha os olhos e fica vendo aquelas luzinhas brancas que aparecem nas pálpebras, como se fossem um filmezinho pessoal, como se seu cérebro estivesse tentando dizer alguma coisa, mas ele não consegue entender nada. tira as unhas da pele, está vermelho, estica as pernas e fica olhando para os pés descalços, pensa por uns instantes que tem pé de retirante nordestino, todo rachado embaixo e pensa também que deveria seguir os conselhos da mãe e andar com chinelos, mas é tão bom andar descalço, ele pensa. ele tenta pensar em outra coisa, ele tenta focar sua mente em pés e unhas e lábios, mas a mente sempre volta pra mesma memória, e ele leu em um poema que em três noites padeci três anos e ele pensa que é exatamente assim, e as lágrimas já estão no seus olhos e escorrem pelo queixo e pelo pescoço e é uma sensação engraçada. respira profundamente e se levanta, ainda com as costas encostadas na parede.

sábado, 10 de setembro de 2011

A playlist que tem tocado na minha cabeça infinitamente

Wake you up in the middle of the night to say I will never walk away again so you can hurt hurt me bad still I'll raise the flag I know something is broken and I'm trying to fix it 12:51 is the time my voice found the words I sought you-ology me-ology love-ology kiss-ology stay-ology please-ology I need you so much closer so come on (time truth and hearts) if you can hold on if you can hold on let me go and I will run I will not be silent

Llama
Llama
Duck.