terça-feira, 1 de março de 2011

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Hoje meu dia foi tão feliz, sem nenhum motivo especial, que eu simplesmente precisava compartilhar aqui. É sério. Daqui a pouco a minha mãe volta de Brasília, fiquei sabendo que meu pai também vem, só que quinta-feira; eles conseguiram alugar a casa que queriam ("Tem vista pro cerrado, Morgana!", meu pai disse totalmente animado. O cerrado em Brasília deve ser o mar daqui do Ceará, né?); fiz 15 das 20 questões da minha prova de ontem, meu professor de Literatura fez aniversário, meus bullies não me perturbam mais porque correm o risco de serem expulsos, daqui a pouco tem America's Next Top Model e Top Chef (HAHAHA prazeres simples da vida), e... e... sabe, mais nada. Ah, e tem a expectativa de ter aula do Hermano e do Pybore amanhã e eu estou radiante de alegria! Vocês não gostam desses instantes em que parece que não existe nenhuma preocupação, tipo vestibular, fazer tarefas da apostila e coisas do gênero, pra te perturbar? Ah, é tão bom, gente. Vocês todos são tão queridos. ♥

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Maria Dorothea Joaquina de Seixas

Eu nunca achei que amor era uma coisa fácil - quer dizer, a jornada, entende? A jornada era difícil, mas depois que você chegava ao destino, tudo ficava mais fácil. É claro que eu estava errada. Não fica fácil, vai ficando mais e mais difícil. Eu não tô dizendo isso por mim, já que eu nunca passei por esse tipo de experiência, mas eu tô dizendo pelo que eu leio das outras pessoas. Eu pensava que, quando uma pessoa tinha amor, podia acontecer o que fosse no mundo que ela nunca ficaria inteiramente triste, porque sabia que tinha alguém lá por ela. Com os amigos também é assim, e eu fico pensando por que eu passei tanto tempo da minha vida idealizando uma coisa que eu já tinha numa quantidade bem maior que eu mereço. Mas tem uma diferença, né? Uma das definições mais legais que eu já ouvi foi a da Júlia, que disse que estar com o Thiago era como estar sozinha. Com os amigos, ela pode não ficar totalmente à vontade, mas com o Thiago ela sempre estará se sentindo bem. O quão bonito é isso? Só que aí eu lembro que ela ainda tem muitos sentimentos que não condizem com o que eu pensava dos apaixonados, tipo tristeza, tipo raiva, tipo várias coisas. Por isso que eu queria agradecer a todo mundo que me fez enxergar que eu não preciso ficar desesperada esperando por algo que eu já tenho de certa forma. E também desejar força a todo mundo que tá passando por problemas, mesmo já tendo chegado ao destino.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

I loved you first

Daí eu fico olhando pela sacada da janela e vejo as ondas quebrarem e penso como é injusto você ter feito isso, você ter esquecido de mim tão fácil, você simplesmente ter partido. E como é injusto eu ainda te amar, depois de tanto, tanto, tanto tempo, parece que meu coração resolveu que só bateria por você, parece que tem alguma maldição em mim que diz que se eu parar de te amar, ele vai parar. E daí meu cérebro não para de te amar, nem meu sangue, nem nenhuma parte do meu corpo. Eu vejo as ondas do mar, indo e vindo, e vejo a areia da praia e penso que seria tão fácil fazer como eu já fiz em outras vidas, sabe, de ir até o mar e simplesmente sentir o vento no litoral, os cavalos marinhos e todas essas outras coisas. Mas aí que seria injusto mesmo, comigo e contigo, porque mesmo que tu já tenha me esquecido, eu sei que tem uma parte de ti, do teu subconsciente que não esqueceu. O cérebro tem dessas coisas. Me faz te amar pra sempre e me tortura com isso e faz com que você me ame para sempre, mesmo que tu nem lembre disso. Eu olho pro mar e pro céu e um pensamento vem na minha cabeça e isso me deixa tranquila, me deixa relaxada, e me faz sorrir. Eu te amei primeiro, eu vou te amar sempre e vai durar pra sempre aqui dentro da gente. Não foi você que esqueceu de nós. Foi o mundo.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Bolha de sabão

O peito pesado, o estômago embrulhado, eu não tenho nada a ver com essa história, mas parece que é comigo. E parece que é comigo tanta coisa que não é e é tão ruim pegar um pouco da dor de todo mundo - só um pouco, porque a dor que eu sinto nunca vai ser maior do que as das outras pessoas, do que a velha viúva na rua, do que a criança que dorme numa caixa de papelão -, mas pegar um pouco da dor de todo mundo, deus, por que é que o senhor fez isso comigo? daí à noite eu choro e não é nem por mim, porque eu tô feliz, mas é por outras pessoas, que eu nunca vi, que eu não conheço as histórias, com quem eu não falei. E dói do mesmo jeito. Eu só queria poder me dissolver assim, no espaço, como se não fosse nada, como se não desse para sentir dor nenhuma, como se não existisse dor nenhuma fora (e dentro) da porta de casa e do coração de cada um. Ah, se eu pudesse me dissolver apenas por um momento, apenas por um descanso, deixar de existir em um segundo só...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

2010

Peru

Eu quase morri para chegar lá, um dia perdido no aeroporto, lágrimas de frustração, a perna doendo, o corpo cansado, o voo atrasando mais e mais, "mãe, a gente perdeu UM DIA NO PERU!", vai pro hotel, dorme cinco minutos, pega van para voltar pro aeroporto, companhia legal, estão servindo jantar na alta madrugada e é NHOQUE, hmmm, dorme, dorme, dorme, chega lá seis da manhã e o taxista nos rouba. Mas aí, mas aí todos os dias que vêm depois, todas as milhares de comprinhas bestas, todos os brasileiros legais que a gente encontra (menos aquele paulista chato), o australiano, o Piter (é, é assim), Lima, Arequipa, Puno (apesar de eu odiar Puno) e Cusca e, "MÃE, amanhã a gente vai pra MACHU PICCHU!", correr da vaca solta no meio da rua, chorar um pouquinho quando chega numa das parte mais altas, El Condor Pasa tocando na cabeça e pensando putamerdaputamerdaeurealmentetôaqui, e em Lima passar pelo Café Morgana e começar a rir compulsivamente, e em Arequipa andar por aquelas ruas coloniais e ficar hospedada num hotel que antes era um mosteiro e milhares de lhamas e os condores passando sobre nossas cabeças, ver a boca de um vulcão e todas essas coisas que basta eu fechar meus olhos para me lembrar, tudo bem direitinho, todo o sofrimento do primeiro para toda a felicidade dos catorze dias seguintes, menos a comida, era horrível.

Brasília

Não tô vendo avião nenhum, viu, esse povo é tudo louco. Ai, porra, o Aldebaran mora aqui, se bem que as chances de eu me encontrar com ele são baixíssimas, haha, nossa, como meu pai tá vivendo num lugar pequeno, parece só um quarto da nossa casa, que tristeza. Ah, mas aqui é legal, dá para atravessar a rua e o padeiro foi super gente fina comigo, gente, eu vou encontrar a moderadora HG amanhã! E... legal. Gostei, mas que saudade do Peru!

Minas Gerais

PUTA MERDA, QUANTA LADEIRA, MAS EU TÔ NO SÉCULO DEZENOVE UHUUUUUUUUUUL!!! O TÚMULO DE BERNARDO GUIMARÃES, GENTE, ELE ERA MEU AMIGUINHO!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A beleza do que faz mal (ou: explicando o amor em imagens do we heart it)






















Doce beleza da decadência.
... mentira. Decadente sou eu, que nunca botei um na boca, não tenho essa elegância, não tenho problema de pulmão, não tenho essa sensualidade. Ah, o bom versus o ruim. O pior é que eu sei que eu nunca vou tomar coragem, mesmo algum poeta aí dizendo para a gente suspeitar da galera que não fuma.
Por que eu não nasci homem no século XX para baixo, em que era a coisa mais sensual do mundo?

Just like Teresa Cristina

A vida é difícil quando a história não tem do que reclamar de você, quando você fez tudo direitinho, quando ninguém na porra do mundo tinha do que reclamar de você. Eu não sou Maria Antonieta, eu não gastei tudo em roupas e festas e mandei meu povo ir comer brioches. Eu não virei uma citação numa música de uma das bandas mais fodas de todos os tempos. Eu também não sou Carlota Joaquina, sem querer o pó do Brasil. Eu amo o Brasil. Eu amo o calor, eu amo os pretos, os mulatos, os índios. Eu não fiz nada de errado. É claro, posso ter sido egoísta, posso ter descontado minha raiva num travesseiro, posso ter dado um tapa no rosto de uma escrava, posso ter feito muitas coisas, mas nenhuma delas me valeu um lugar de destaque.

Não adianta ser gente boa nessa mundo. Não adianta, porque aí chega um 15 de novembro e te expulsam da sua casa e aí você morre. Você não teve a cabeça cortada - nem isso, para te tornar um pouco famosa! -, mas sentiu o coração ser arrancado do peito. O que eu ganhei depois de morta? Uma música? Um filme? Não. Um poema do meu marido. E deveria parecer o suficiente.

Mas não é. Não é e esse mundo é uma puta de uma injustiça com quem tenta ser um pouco legal. Porque, quando você é bom, ninguém lembra de você. Nem os professores de História tiram um momento para dizer "Dona Teresa Cristina". Mas quando você é mau... ah, quando você é mau! Quando você é Elizabeth Bathory. Ou quando você é louco, não é, d. Maria? Ou quando você é homem e é um homem bom, caro Jesus.

Ser mulher e ser boa é um passaporte pro esquecimento.

Na próxima encarnação, quero ser o estopim da terceira guerra.