segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

1, 2, 3, 4

1, 2, 1, 2, 3, 4






Give me more love than I've ever had



Make it all better when I'm feeling sad



Tell me that I'm special even when I know I'm not



Make it feel good when I hurt so bad





Barely gettin' mad






I'm so glad I found you



I love being around you



You make it easy





As easy as 1, 2, 1, 2, 3, 4





There's only 1 thing



2 to, 3 words



4 you



I love you



There's only 1 way



2 say those 3 words



That's what I'll do



I love you



Give me more love from the very start



Piece me back together when I fall apart



Tell me things you never even tell your closest friends



Make it fell good when I hurt so bad




Best that I've had




I'm so glad I found you




I love(d) being around

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

And the train ain't even left the station

Em 2010, eu escrevi esse post. Era sobre Fortaleza. Não sei porque eu fiz, naquele momento. Eu só quis escrever como gostava dessa cidade. Eu nem sabia que ia embora, eu nem tinha passagens compradas, eu ainda morava aqui. Hoje eu fui para o Dragão do Mar, e me lembrei que tinha escrito isso.

Eu vou embora. Eu sei que eu provavelmente estou enchendo o saco das pessoas com isso - tá, tá, você vai, e daí? Você tem amigos pela Internet. Brasília é uma cidade legal. Mas uma coisa é...

Quando você abraçou as pessoas mais vezes do que é possível contar. Quando você as beijou, ficou de mãos dadas com elas. Quando as pessoas secaram suas lágrimas, quando você dormiu na mesma cama que as pessoas, quando você deitou a cabeça no colo delas. Quando você mexeu nos cabelos delas, quando elas mexeram nos seus cabelos. Quando vocês se empurraram, se estapearam. Quando vocês escreveram coisas nos cadernos uns dos outros. Quando você escreveu coisas na parte de dentro da porta do armário de uma delas. Quando vocês dividiram fones de ouvido, comida, dinheiro. Quando você pegou ônibus com elas (e sempre era uma coisa engraçada). Quando você dormiu na casa delas, quando elas dormiram na sua casa. Presentes. Dedicatórias. Livros. Jogar Uno. Descobrir novas bandas. War. Xadrez. Quando vocês cantaram músicas juntos, quando vocês estudaram no mesmo colégio, quando vocês estudaram a mesma matéria, quando vocês combinaram de ir estudar, mas só fizeram conversar. Ir ao cinema. Ver filmes juntos. Atravessar a rua do Central para ir comer salgados. Peças de teatro. Brigas. Jogar sundae uma na cabeça da outra.

Quando você amou essas pessoas, quando você ama essa pessoas, e elas sempre estiveram a uma pouca distância. Só pegar o telefone, combinar. Vamos pro Iguatemi, vamos pra Costa Mendes, vamos pro Dragão do Mar. Vamos pra sua casa, venham pra minha casa. Era só uma ligação, algumas horas, uns passos, a campainha, o abraço.

Quando você teve a sorte de encontrar pessoas importantes aqui, ao vivo, em cores, em carne, pele, cabelo. Porque nem sempre é assim, e nem todas as pessoas importantes que eu tenho na minha vida eu já vi pessoalmente. Mas algumas delas, sim. Elas sempre estiveram aqui. E sim, sim, eu ainda falarei com elas por msn, por telefone. Mas eu não irei tocá-las por um bom tempo. Nada de abraços, beijos, carinhos.

Eu penso em vocês e meu coração começa a doer, eu amo tanto vocês, tanto, vocês sabem (porque eu não deixo que vocês esqueçam) que meu nome significa mar belo. Quando eu penso na intensidade do meu amor por vocês, no tamanho dele... Nem o mar é tão grande, nem as ondas são tão fortes, nem os oceanos, tão profundos. Eu só queria repetir infinitamente que eu amo vocês, eu amo vocês, eu amo vocês. E amo essa cidade, porque ela me deu vocês. E amo essa cidade, porque como a Bruna já disse, tem nome de lugar seguro.

É o meu lugar seguro.

Mas só porque vocês estão aqui, e eu andei pelo centro com vocês, eu fui pro Dragão do Mar com vocês, eu vi o mar com vocês. E vocês sempre estarão dentro de mim, sempre. E sempre serão as pessoas mais importantes - e irão aparecer pessoas que um dia, me conhecerão melhor do que vocês me conhecem, e na vida de vocês isso também vai acontecer. Cada um irá encontrar alguém que será o que eu sou hoje. Mas vocês sempre serão os mais importantes, porque vocês me viram crescer, porque vocês declamaram poemas para mim, porque vocês me amaram e me abraçaram, mesmo eu sendo... desse jeito que eu sou, toda defeituosa e esquisita.

Eu amo vocês. Eu amo vocês, e eu só queria que vocês soubessem que... que eu nunca vou me esquecer. Nunca.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

You cry until you laugh

Inglaterra, 15 de dezembro de 1999.

Querido L,

Essa carta nunca chegará até você. Diferente de todas as outras, eu vou entragá-la ao Sr. Wammy dizendo que ele só deve dá-la a você depois de ler, e se achar melhor fazer isso. E ele não vai achar. Ele nunca gostou de alimentar o meu amor por você. Eu quase escrevi o nosso amor, mas que tolice. Você é meu amor, e seu amor é... a justiça? Sim, sim. Eu só acho isso algo tolo de se amar. Como uma mulher vendada vai te ver melhor do que eu? Não vai, não é mesmo? A justiça nunca vai poder corresponder seus sentimentos.

Mas ah. Eu estou divagando, sinto muito. Imagino que o Sr. Wammy já esteja se sentindo constrangido, nesse momento. Mas não me importo. Eu estou sob um leve efeito de bebida, e já passa de uma hora da manhã, e talvez eu nem mesmo envie essa carta. Mas pelo menos, saberei que a escrevi.

Eu só... penso que você é o meu garoto, entende? Aquele para quem a minha cabeça sempre vai voltar, eu sempre vou lembrar, eu vou amar com uma intensidade anormal. Porque eu já me apaixonei de novo. Você gostaria dela, é uma linda garota. Não gosta de jogar detetive, no entanto, isso já te deixaria com um pé atrás. De qualquer forma, eu a amo. Muito, muito, e estou certa de querer passar o resto da minha vida com ela. Mas você...

Quer saber? Deixa para lá. Não vai fazer nenhum sentido você ler isso. Não será justo nem com você, nem com ela. Só fique vivo até o meu casamento, tudo bem? Antes de ser meu amor, você foi meu melhor amigo. E vamos continuar assim. Só... não morra.

Com amor,

Miller.

domingo, 29 de janeiro de 2012

and pray to god he hears you

Eu passei tanto tempo encarando essa tela, ouvindo how to save a life feito uma maluca, deixando que meu choro ficasse preso na garganta pra minha mãe não se preocupar, que ao final disso tudo... eu nem sei o que eu quero escrever. Eu preciso escrever. Eu tô com uma dificuldade péssima de escrita, e é uma merda porque parece que todas as palavras que eu não tô conseguindo escrever ficam se acumulando em cima de mim. Primeiro, no meu coração. Depois, nos meus ombros. Agora elas pesam na minha cabeça, nas minhas costelas, presas nos meus pés. Eu estou tentando escrever o que eu quero escrever, o que eu quero explicar, mas no final, só consigo escrever sobre mim. Eu só quero que isso passe. Essas palavras estão parecendo abutres.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Blackbird

Querida anônima que comentou na carta para o meu pai: eu espero que, apesar de você ter dito que aquele foi seu primeiro e último comentário, você ainda leia isso aqui. Eu não teria como te responder, nem saberia se você veria uma resposta caso fosse colocada no quadrinho de comentário, então vou falar por aqui. Isso tudo é pra te escrever que vai ficar tudo bem. Que eu fiquei de certa forma feliz - por mais que essa situação ruim com meu pai fosse preferível se não existisse, eu fiquei feliz por existir e você se sentir um pouco menos sozinha. É claro, seria bem melhor se não existisse para nenhuma de nós duas, mas é o jeito, não é? Hahaha. Vai ficar tudo bem, linda. Sempre pense nisso, sempre lembre disso. Amor pra você.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

cantando transatlanticism via telefone

"Boa noite."

"Boa noite."

"Durma bem."

"Obrigada, você também."

"Ah... Ok. Ok. Isso é difícil."

"Hahahaha. Vai. Você consegue."

"Ok. Vamos de novo. Boa noite. Durma bem."

"Boa noite. Você também."

"E... eu te amo."

Não é engraçado como o nosso presente é ao mesmo tempo, o meu futuro e o teu passado? Horário de verão sendo poético, olha só.

Day 13 — Someone you wish could forgive you

Pai,

Essa carta vai vir sem música, sem imagem, sem nada. Apenas a verdade dos meus pensamentos, que o senhor nunca vai ouvir. Essas palavras nunca vão te alcançar e se um dia elas chegarem até você, provavelmente será de um jeito amargo e ruim e eu não quero piorar as coisas. Ontem, no carro, o senhor disse que dedicou a vida inteira a mim, e que era frustrante que a gente não conseguisse manter um diálogo. Dedicou a vida inteira a mim. Você acha que isso é algo bom para se dizer a alguém? Eu duvido muito, eu não queria pensar assim, mas o senhor sabe que isso é algo horrível. Isso só deixa tudo pior. Como se você estivesse jogando da minha cara que eu é que estou errada, porque você fez tudo certo. Você abdicou de tudo por mim. Eu me sinto ingrata, eu me sinto mal e infeliz. Eu acho que nasci com o botão "decepcionar seu pai" permanentemente no modo ligado. Eu sei que eu faço tudo errado. Eu sei. Mas por mais que eu tente consertar... Você sabe que eu já sei sua expressão de chateação de cor? Eu sei. Os lábios franzidos, o olhar perdido, tu fica murmurando coisas para si mesmo. Eu fico tensa, e eu prefiro quando você briga. Porque, quando você só fica calado, eu penso: fala, fala, fala, fala. Eu começo a implorar para que o senhor grite comigo, brigue comigo. Eu já estou acostumada. Eu te amo tanto, pai, tanto, tanto, o senhor nem sabe. O senhor adora dizer que me ama demais e que eu nunca vou entender. O senhor adora dizer que eu falo pra todo mundo que você é chato. O senhor adora dizer que eu não posso compreender você. Às vezes, eu quero falar. As palavras chegam até meus lábios, mas eles permanecem fechados, porque eu não quero falar. Não quero estragar tudo. De novo e de novo. Um dia, quem sabe. Por enquanto, eu só queria que você me perdoasse por ter saído tão errada, tão fora dos seus planos e expectativas. Eu odeio expectativas.

Eu te amo. Muito.

Morgana.